III Encontro Acadêmico Internacional

Interdisciplinaridade nas universidades brasileiras – Resultados e Desafios

Apresentação

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A partir dos resultados do “Encontro Acadêmico Internacional Interdisciplinaridade no ensino, pesquisa e extensão”, realizado em 2012 na CAPES, o FOPROP-Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação assumiu, em conjunto com a CAPES- Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal do Ensino Superior, o compromisso de discutir, propor e estabelecer medidas que possam contribuir para sua internalização e institucionalização no âmbito das universidades brasileiras, bem como para sua adoção pelos órgãos de fomento no país.

Ao longo do ano de 2013, todas as cinco regiões brasileiras realizaram encontros em torno do tema da interdisciplinaridade. Esses eventos trouxeram aportes de compreensão, novas ideias, encaminhamentos e práticas que serão apresentados ao Encontro Acadêmico Internacional Interdisciplinaridade nas Universidades Brasileiras: resultados e desafios”, que ocorrerá em maio de 2014, em Brasília.

Os resultados desses eventos regionais demonstram um forte interesse pela abordagem interdisciplinar. Entretanto, o crescimento desse interesse não é casual e, menos ainda, recente. Mutações no mundo do trabalho, da produção industrial, no âmbito das ciências e no conjunto das sociedades contemporâneas exigem que campos disciplinares consolidados se reúnam para cooperar, articulando tecnologias, conceitos, métodos e processos para encaminhar e dar resposta a problemas e exigências complexas que atingem as comunidades humanas e os seres vivos de forma geral. Aprender a trabalhar em projetos transversais onde autonomia, criatividade e cooperação são estimuladas deverá fazer parte da formação das presentes e futuras gerações o que provoca a questão: como as instituições de ensino darão respostas a esse novo mundo que passa a incorporar, progressivamente, a interdisciplinaridade em seus processos de construção do conhecimento, mesmo quando especializado?

O século XX assistiu à consolidação da atividade científica e a inauguração das redes internacionais de pesquisa. Nesse mesmo século, novos problemas e questões de ordem planetária (AIDS, genoma humano, clima, metrópoles, agroindústria, energia, água, economia) produziram profundas modificações na organização do trabalho científico, especialmente, na formação das pessoas que lidarão com esse novo e exigente mundo que escapa ao corte disciplinar estrito. A ciência deixa de ser governada por interesses exclusivamente de tipo acadêmico e passa a ligar-se cada vez mais a contextos de aplicação. Isso inaugura uma novidade no mundo científico: aprender a lidar com outros saberes e atores sociais diretamente implicados nos temas de caráter global que devem ser enfrentados. O que está em jogo é a usabilidade dos resultados da atividade científica e a recuperação do sentido de responsabilidade que se perde quando os problemas sociais se tornam tão técnicos que escapam ao debate civil. Em face de todas essas mudanças e

exigências o ensino e a formação para a pesquisa devem conceber novas respostas e é nesse debate, que alarga a compreensão do sentido da interdisciplinaridade, que esta comunidade se engaja no presente.

Objetivos

  • Identificar avanços e desafios na implementação da interdisciplinaridade no Ensino, Pesquisa e Extensão, com base nos resultados dos Encontros Regionais.

  • Propor estratégias e mecanismos para institucionalização da interdisciplinaridade nas universidades, nas agências de fomento, nos conselhos profissionais e nas entidades de representação científica.

  • Caracterizar avanços obtidos e perspectivas da contribuição da interdisciplinaridade na construção do conhecimento, na formação acadêmica de novos perfis profissionais e na inserção social da universidade.